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Hooks de LinkedIn que param o scroll (com exemplos reais)

5 min de leitura

No LinkedIn, ninguém lhe deve atenção. O feed mostra apenas as duas ou três primeiras linhas do seu post antes do botão "ver mais", e essas linhas são 80% do trabalho. Se não pararem o scroll, o resto do texto não importa: ninguém vai lê-lo.

Vamos desmontar o que faz um hook funcionar e dar-lhe estruturas que pode copiar hoje.

O que é realmente um hook

Um hook não é uma frase engenhosa. É uma promessa: você diz ao leitor o que ele vai ganhar se continuar a ler. Essa promessa tem de gerar uma pequena tensão —curiosidade, identificação ou desacordo— que só se resolve clicando em "ver mais".

O erro mais comum é começar com contexto. "Trabalho em marketing há 10 anos e queria partilhar algumas reflexões…". Isso não é um hook, é pigarrear. Quando você chega à ideia, o leitor já passou para o próximo post.

As 5 estruturas de hook que funcionam melhor

1. A afirmação contraintuitiva

Quebre uma crença comum da sua audiência.

"Contratar o melhor candidato foi o pior erro do meu ano."

O leitor pensa "como assim, o pior erro?" e precisa da explicação.

2. O resultado específico

Um número concreto vende mais do que um adjetivo.

"Passei de 200 para 14.000 seguidores em 7 meses. Sem gastar um euro em anúncios."

A especificidade gera credibilidade, e a credibilidade gera cliques.

3. O erro confessado

A vulnerabilidade funciona porque é rara num feed cheio de conquistas.

"Perdi um cliente de 30.000 € por um email de três linhas. Eis o que aprendi."

4. A pergunta incômoda

Uma pergunta que o leitor já se fez mas não se atreve a dizer em voz alta.

"Quantas reuniões desta semana podiam ter sido uma mensagem?"

5. A lista com promessa

Você anuncia valor concreto e enumerável.

"5 frases que fazem um recrutador parar de ler o seu CV em 6 segundos."

A regra da primeira linha

A sua primeira linha tem de poder ser lida e compreendida sem contexto prévio. Nada de "Isto" ou "Como dizia antes". O leitor aterra a frio: dê-lhe algo completo em si mesmo.

E cuide do corte. O LinkedIn corta o texto onde quer, por isso coloque a sua ideia mais forte antes da quebra de linha, não depois. Uma boa técnica é escrever o hook, ver onde aparece o "ver mais" e reordenar para que a tensão fique mesmo por cima.

O que mata um hook

  • Emojis no início. Tiram seriedade e o algoritmo já não os premeia como antes.
  • Hashtags no topo. Vão no fim, nunca a abrir.
  • Clickbait sem entrega. Se promete algo e não cumpre, o leitor não comenta e, pior, não volta a abrir os seus posts. O algoritmo aprende depressa quem desilude.
  • Demasiado contexto. Se a sua segunda linha começa a explicar antecedentes, apague-a.

Como praticar

Escreva dez hooks para o mesmo post antes de escolher um. Os três primeiros são sempre os óbvios; os bons aparecem do sexto em diante. Leia-os em voz alta: se soam a comunicado de imprensa, descarte-os.

Quando tiver o hook, garanta que o corpo cumpre a estrutura que o feed amplifica e que publica no momento em que a sua audiência está ativa. Um ótimo hook na hora errada é desperdiçado.

O hook não é um truque: é respeito pelo tempo do leitor. Diga-lhe depressa por que vale a pena ficar, e ele ficará.

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